4 de fev. de 2013

Homesick



Essa expressão que eu não entendia bem, hoje minha mente traduz como “saudade de casa”.

Não se trata de minha moradia física, ou um “Lugar que eu possa voltar” depois das minhas viagens, se trata do lugar em que me sinto “em casa”, o lugar comumente chamado de Lar.

Sinto falta de um lugar onde posso me jogar no sofá, esticar as pernas e relaxar todos os músculos esforçados durante o dia inteiro, fechar os olhos e respirar fundo o cheiro de comida que vem da cozinha, ouvir o silencio de sorrisos, ventiladores girando e vapor saindo da panela quente. Estar ali sem pressa de iniciar uma próxima tarefa, estar ali com a certeza de que minha presença faz parte do ambiente, que não devo nada a ele, e nem ele a mim.

Onde as preocupações, monstros e criaturas disfarçadas de problemas, incertezas, sistemas sociais, a culpa, as lembranças, não invadiriam sem minha permissão.
Onde eu poderia ser inteiramente eu mesmo, sem rótulos, etiquetas, sem máscaras, protocolos sociais, sem precisar me forçar a nada apenas pra seguir os padrões incomuns.

E não me importar com nada além da paz que o lugar me fornece, das pessoas que coexistem da mesma forma naquele ambiente.
E que essas pessoas queiram minha presença ali, assim como eu também quero a delas, onde em uma saudável conversa, poderíamos contar nossos feitos de “fora de casa”.

E então quando estivesse revigorado, poderia deixa-lo com a certeza de que ele sempre estaria ali, aguardando a minha volta... assim como eu aguardo a dele.
E enquanto não o encontro... caminho por esse mundo desconfortável e estranho.



Para sempre


Olhar para frente e ver a incerteza nos olhos do futuro, isso não eh tão fácil quanto parece. Saber que seu fim está preparado desde quando você parecia um girino... Nem todos gostam disso. Lembrar de quando lia as histórias com finais felizes onde os mocinhos viviam felizes para sempre, e perceber que histórias são apenas histórias. Isso é terrível.Mas quem não passa por essas coisas? Todos um dia descobrem que o para sempre não é bem a eternidade, todos precisam aceitar que nada de fato é para sempre. Seja sozinho ou acompanhado, seja bom ou ruim, seja vivo ou seja morto, o para sempre não passa de um período de tempo inexistente. Então, não crie coisas para durarem para sempre, mas crie coisas que mesmo depois do fim, ainda vão lhe fazer o bem que lhe fizeram um dia. Assim, não importará que chegou ao fim, pois durará eternamente em sua mente.


1 de fev. de 2013

Sentimentos


Já não me lembro o que é adrenalina, o que é medo ou ainda ansiedade. Como seria enfrentar o desconhecido? O que é uma coisa desconhecida? Talvez a rua seja algo desconhecido... Mas  eu já conheço todos os seus caminhos, eu já passei por suas esquinas e já fui pega desprevenida em becos sem saídas. Talvez o céu seja desconhecido... Não, não é possível. Já vi milhões de vezes este mesmo azul, já o vi laranja, vermelho, rosado e até completamente cinza, mesmo em sua imensidão, o céu não é desconhecido. A vida é uma coisa desconhecida? Talvez para uns, mas não para mim. E a morte? Todos a conhecem um dia e não é difícil imaginá-la. O futuro? Definitivamente não. O que ninguém sabe é algo desconhecido? Existe algo que ninguém nunca soubera? Enfim, para mim, o que é algo desconhecido? Sentimentos. Não, mas sua falta é. A falta dos sentimentos básicos, das vontades e necessidades... Tudo isso me é desconhecido.
Mas agora, deitada olhando o nada, percebo que já entendo... Nesse caso, devo seguir em busca de algo novo, de uma nova coisa desconhecida...

----------------------------------------------------------

isso é tudo pessoal... =P

Personnellions