4 de jul. de 2011

Dias comuns costumam ser diferentes


Eu acordava, tomava banho, tomava café, me arrumava, pegava o material, andava até o ponto de ônibus e fazia sinal pro primeiro que passava. Eu chagava na escola, encontrava meus amigos, ia pro primeiro tempo de aula e resmungava até estar em casa novamente.
Agora eu acordo (às 4:30), sem a mínima vontade de voltar a dormir (pois meu sono foi levado por um pesadelo), tomo banho, tomo café (digo, só café mesmo), passo prancha alisando a franja que vai por cima do meu rosto ao invés de atrás da orelha, ponho o uniforme, vou até o ponto de ônibus, pego o ônibus (atrasada), chego na escola, viro a cara e entro pro primeiro tempo de aula, onde só ouço e copio o dever, até que volto para casa sem nenhuma reclamação sobre todos aqueles números complicados de matemática, ou todos aqueles resumos de geografia.
Eu almoçava, fazia o dever de casa, e ligava o pc pra escrever meu livro e jogar the sims, então depois de 2 horas eu desligava, pegava o livro de inglês e ia pro curso esperando por algo que me fizesse sentir orgulhos de mim mesma.
Agora eu chego em casa, vou pro pc, jogo até dizer "chega" e continuo no pc, até dar a hora de ir pro curso de inglês, onde chego, repito palavras em inglês e volto pra casa.
Eu jantava, escrevia músicas, ouvia músicas, e 9 horas eu subia pra dormir no quarto dos meus pais.
Agora eu chego em casa, janto, vou pro espelho ficar me olhando horas e horas, subo pro meu quarto pra escrever histórias e mais histórias que nunca são terminadas, terminam apenas com uma interrogação e reticências, e finalmente durmo, voltando a acordar com a mesma sensação de medo, no meio da noite, suspirando e me lamentando por ter nascido.
Eu costuma me perguntar: Por que um dia eu terei que morrer?
Agora me pergunto: Por que minha mãe não me abortou?
E o que será que me fez mudar tanto assim, o que será que fez minha rotina mudar tão radicalmente, ao ponto de eu só ter a matéria no caderno pois não tenho com quem, nem do que reclamar nas aulas? O que será que me fez ter dias comuns tão diferentes de antes? O que será que me fez perder o gosto pela vida?

Mundos em colisão


Me sinto total estranha, meu mundo está mudando e não sei se vou conseguir atualizar tão depressa. São coisas novas, pessoas novas, hábitos novos, costumes diferentes... Tudo está fora do comum, minha cama tem ursinhos de pelúcia, eu tenho uma guitarra preta e um all star desbotado, tenho um caderno rosa e acessórios de todos os tipos. Minha vida está uma confusão, e como se já não bastasse os meus dois mundos colidindo, o terceiro reaparece do nada. Acho que já faz muito tempo que não atualizo minha mente, muito tempo que não formato meu coração, meu mundo está de pernas pro ar, e o que mais me dá vontade de fazer é gritar. Em dias de chuva estou bem, em dias de sol estou mal, tudo está diferente de como deveria ser.

No fundo eu só quero uma vida normal, mas não consigo tê-la.
Acho que até hoje a única coisa que não mudou é que minha música é uma música, e acho que isso só vai mudar quando eu morrer, ou, quando a caixinha de música se fechar, o show acabar, a bailarina cansar...
Tento me entender, preciso me entender, mas não importa quantas vezes eu tente isso é sempre em vão. Tento sonha, mas acabo tendo que acordar, e essa é minha maior frustração de todos os dias. Tento viver, mas acabo presa pela própria vida e isso parece pior que qualquer outra coisa...
Só quero ser eu, mas pra isso acontecer, preciso saber quem sou..

First mini-fic (please naun exculaxem!)

Era uma noite como todas as outras. E lá estava ela a caçar a próxima vítima.
Olhou em seus olhos, uma pequena menina que a lembrou de quando era uma criança, e já era assassina.
Pela primeira vez lágrimas caíram pela face, e deixou sua presa. Viva.
Foi embora sem olhar atrás, e resolveu abandonar aquela vida.
Cansou do sangue inocente, cansou de fingir ser gente. Cansou de toda aquela história da humana, que ela não era sempre.
Parou em uma escola, onde estudara quando adolescente,
Sentou de frente à porta com lágrimas correntes.
- O que fazes aqui essa hora bela dama?
Perguntava um homem de fisionomia não muito estranha, um homem bonito o bastante para fascinar sua parte humana.
O céu sem lua, porém estrelado, selou aquela paixão à primeira vista.
E marcou o dia em que aquela mulher reiniciou sua vida.
Ela conseguiu um emprego e na casa dele foi morar.
E na lua cheia seguinte, com aquele homem ela iria se casar.
Ele a dava todo seu amor, a aquecia com seu calor, e a tratava como uma flor,
Porém ela não tinha amor.
Toda noite eles se abraçavam na grama do jardim, para admirar as estrelas,
Mesmo que ela achasse besteira.
Com o passar de uma semana, ela percebeu que estava mais humana.
Então pulou de alegria, já que ser feliz ela podia.
Na noite do casamento, eles subiram uma colina.

- Cuidado com as pedras querida!
Ele cuidava tendo certeza de que ela não cairia.
Então chegando lá em cima, uma cena presenciei...

- Um segredo tenho que te contar...
A mulher dizia.
- E eu também preciso lhe revelar um...
O homem respondia.
- Eu só agora te amo. Pois era uma infeliz vampira.
Ela revela o abraçando.
- Eu sei amada minha. Me desculpe, mas preciso...
E ele uma estaca no coração dela enfiando.
- Lhe tirar a vida.
Ele termina.

O sangue se misturou com suas lágrimas, e a lua selou o assassinato da vampira.
Morta pelo caçador lendário a quem entregou seu coração, sua alma, e sua vida.

Essa foi minha primeira mini-fic, espero que gostem..