28 de dez. de 2012

Teletransporte, uma nova invenção não tão nova...

( Traveller )


Teletransporte é possível?

Sempre imaginei que seria uma facilidade incrível pra todo mundo viajar de um ponto a outro sem ter perdido tempo algum, (apenas eu não vejo vantagem, mais apenas em algumas viagens por gostar de observar a paisagem e tudo a minha volta).

O teletransporte como vemos em filmes de ficção cientifica ainda está longe de acontecer, em 1993 foi criada a primeira teoria sobre a possibilidade de transportar partículas instantaneamente de um ponto a outro, tendo tido sucesso em laboratórios apenas em 1997, onde físico inglês Samuel Braunstein conseguiu transportar fótons de luz.

Acontece que, em 2009, físicos da Universidade de Maryland, nos EUA, conseguiram fazer o mesmo feito, com um íon do metal itérbio, ou seja, já se tornou possível fazer o procedimento não apenas com a luz, mais com matéria.

É obvio que a escala das partículas é infinitamente pequena, para coisas que a maioria das pessoas consideraria relevante, como transportar uma maçã por exemplo. Mais considere as possibilidades: este pode ser o inicio de tudo.

O procedimento é muito simples na teoria, a melhor forma seria não transportar, literalmente, todas as partículas que compõem os átomos e a matéria, mais sim as características e informações próprias, transformadas em dados e enviadas para outra máquina, que pegaria as informações, reuniriam as partículas e átomos correspondentes, e reconstruiria a estrutura usando os dados recebidos.Ou seja você veria o original se desintegrando, e surgindo uma cópia idêntica em outro lugar. Isso faz parte do fenômeno de Emaranhamento, onde uma partícula pode estar ligada a outra mesmo a distancia, e se alterar uma, a outra imediatamente se altera também, mais não vou afundo nesse fenômeno, neste post.

Na pratica, é bem mais complicado por conta do escâner a nível molecular: nenhum computador suportaria uma quantidade tão grande de informações pois todos os átomos do “objeto” devem ser lidos e transformados em informação. Exemplificando a grandeza desse feito, se for fazer isso com os átomos de um ser humano, a quantidade de átomos transformados em informação seria aproximada a 100.000.000.000.000.000.000.000.000.000. (sem exagerar, o numero 1 e 29 zeros atrás )

Então, sim, o teletransporte é possível, mesmo que ainda seja um sonho distante, que ainda levará anos de pesquisas e testes. Quem sabe não consigam algo ao produzirem o Computador Quântico?

27 de dez. de 2012

Quando encontrei meu Anjo (2/3)


Já estava na hora. Saí da festa e fui me posicionar a espera de Cloud com Marco.
O vestido longo e justo me incomodava, era uma pena o que eu estava prestes a fazer com um vestido tão caro, mas eu o rasguei. Rasguei pouco acima do joelho e recarreguei a snipe.


Não era muito comum Cloud se atrasar minutos que fossem, mas daquela vez chegou a preocupar.
Onde ele estava?
De repente apareceu no jardim aquela figura alta de smoking, com uma mascara preta. Mas não era Marco, era Cloud. Dando de ombros e balançando a cabeça negativamente. Respirei fundo e deixei o ar sair de uma vez. Alguém tocou meu ombro. Uma mão fria e cuidadosa. Gelei totalmente. Tinha medo de quem poderia ser. E o pior, é que era. Apesar de todo medo e vontade de correr, não dei se quer um passo. Apenas o encarei.

─ Quem? ─ Ele não estava perguntando meu nome, muito menos me chamaria para sair.
─ Não me intrometo nisso, só ajudo meu parceiro ali. E é a primeira vez que alguém estraga nosso plano. ─ Cuspi as palavras em um tom de raiva e inconformação.

"Merda!Merda!MERDAA!" eu gritava comigo mesma em pensamentos turbulentos.
Eu apenas não sabia o que fazer.

─ Uma moça tão bela não deveria andar com um armamento tão...
─ É sexy.
─ Olhando de perto... ─ Ele tombou a cabeça e sorriu ─ É!

Eu ainda não estava com um humor tão bom para rir.

─ Tudo bem, eu dou o dobro do que a pessoa iria te pagar se você matá-la. Faria isso por mim? ─ Ele fez um bico ─ Pelo menos pela grana você tem que aceitar!

O que? Como assim? Aquilo me pegou desprevenida. Devo ter ficado entre cinco e dez minutos calculando... Mas espera... Quanto eu ia ganhar?
Foi quando algo acertou o rosto de Marco. E aquele "algo" era o punho de Cloud. Tentei pará-lo, mas só consegui falar sobre a proposta depois que ele levou dois socos no estômago, um no rosto e um chute que parece ter quebrado seu joelho. Pelo menos Cloud escutou com atenção.

Marco nos levou para dentro para conversarmos. Sentamos em um tipo de sala de estar no segundo andar e fomos servidos com vinho e petiscos.
─ Geralmente as pessoas me amam. Quase me adoram por eu ser quem sou. Mas de tempos em tempos sempre tem que aparecer um revoltado... ─ Ele resmungava ─ Foi assim em 1776, 1850, 1965, 1997 e agora...
Cloud e eu nos entreolhávamos enquanto Marco falava e tomava seu vinho.
─ Parece que humanos nunca aprendem...
Ele levantou e retirou o smoking, passando a desabotoar a camisa branca social que tinha por baixo.
─ Sabe o que são Nephillins? ─ Ele perguntou, mas pareceu retórico... Ou talvez ele falasse sobre algo distante demais do meu universo ─ São filhos de anjos com humanos. Bem, foi muito complicado se adaptar  por tanto tempo e seria um desperdício me matar agora.

Cloud arregalou os olhos, mas foi por pouco tempo.

─ Não senhor Cloud. Não sou um Nephillin. Na verdade, sou um anjo. E minha missão aqui é acabar com sua existência. Eles são um perigo para todos, sabe?

Então Cloud deixou o queixo cair. Enquanto eu não me dava por convencida tão fácil.
Meu ceticismo porém tinha um limite, e esse limite foi atingido quando o homem em minha frente retirou a camisa e abriu suas magníficas asas.

─ Não me mostro assim para pessoas, gosto de mistérios e coisas assim... Por isso o baile de máscaras também. Gostaram do tema? ─ Ele sorria.

Eu mal podia acreditar em meus olhos.
Parece que tínhamos um novo contrato...




Quando encontrei meu Anjo (1/3)

Pra início de conversa...

Eu nunca fui uma garota de muitos valores e virtudes. Não, na verdade eu não tinha valores e virtudes. Não nasci para agradar ninguém além de mim, não nasci para ser o que queriam que eu fosse, e por falta de compreensão dos meus pais quanto a isso, fugi de casa em plenos 16 anos.
E foi nas ruas que encontrei meu destino.

Conheci Cloud no meu aniversário de 17 anos. Um caçador de recompensas e outras coisas... Ele era meio louco, jurava que coisas como vampiros e lobisomens existiam, mas pra mim ele era só um cara de 45 anos que estava começando a ser afetado pela idade.



Vai uma cerveja? Aproveite enquanto não dirige. ─ Cloud sempre parava nos botecos de esquina pra comprar algo. Desde carveja até espumante, ele nunca sabia fazer uma perfeita combinação de bebida e comida. Uma vez vi ele comendo um pacote de cheetos e bebendo uísque. Mas não tinha jeito.
Peguei a lata que ele jogou pra dentro do carro e comecei a seção de bebedeira do dia.

─ Então, eu acho que to precisando de umas roupas novas... O que acha? ─ Olhei-o com o canto dos olhos, e vi ele quase cuspir sua bebida com um riso.
─ Se a intenção é parecer bonita pra um garoto, eu sugiro que ande pelada. ─ Ele sorriu.

Talvez parecesse estranho para ele me ouvir pedir algo como aquilo, já que eu nunca me incomodei com minha calça jeans desbotada, meu all star surrado, minha camisa preta e minha jaqueta para os dias frios. Acho que na verdade ele nunca me vira nem mesmo pentear o cabelo.

Revirei os olhos e dei mais um gole.
─ E o que temos pra hoje?
Perguntei dando uma olhada no estoque de munição.
─ Esse é o cara.
Ele me passou a foto.

Parecia alguém importante. Um rapaz de não mais que 25 anos. Barba mal feita, hmm sexy! Cabelo negro ondulado, pele parda, não mais que 1,85 de altura e... Seus olhos... Eram de um azul diferente, tão diferente que não consegui escapar deles. Azul como o céu à noite. Escuro e brilhante, uma pessoa menos observadora não teria percebido que era azul e acharia que era preto...

─ Se chama Marco.
─ E marca mesmo... ─ Resmunguei sarcasticamente.

Pelo retrovisor vimos outro carro da polícia.
Desde que aquela praga do Nando me viu entrar no carro, a polícia nos segue a mando dos meus próprios pais. As vezes chega a ficar crítico, principalmente quando aparecem viaturas seguindo Cloud por seus crimes também.

─ Merda! Anda logo seu bêbado!
─ Você que manda bebê! ─ Ele riu acelerando.

Esperamos anoitecer e seguimos para a festa.
Seja quem for, quer mesmo esse tal de Marco morto. Até nos deu roupas e convites para a festa de seu aniversário. 24 anos. Eu nunca erro.
Lá estava ele. E nosso plano estava pronto. Esperaríamos o fim da festa e Cloud levaria ele para fora da casa, enquanto eu estaria aguardando da esquina com a arma mirando exatamente entre seus belos olhos.
E tudo estava indo perfeitamente bem.
Uma festa e tanto! Um baile de máscaras... Bem conveniente uma vez que eu nunca erraria o alvo e ninguém descobriria que eu sou a garota desaparecia dos jornais.
Foi quando o relógio marcou 2h da manhã que tudo começou de verdade, o plano estava pronto para ser executado...