29 de jul. de 2011
22 de jul. de 2011
A raiva que me consome

Às vezes não é por querer. Juro que não. Mas isso é uma coisa do que não posso me livrar tão facilmente.
Assim como o drama, a raiva faz parte de mim. E a alegria também. O que faz de mim um misto incompreensível.
Talvez eu pudesse apenas dizer 'não' ou 'me deixe' mas isso já não me satisfaz.
As pessoas precisam entender onde fica meu limite, e de preferência, respeitá-lo. Não sei até onde posso segurar, e só espero que quando eu finalmente explodir, não haja ninguém que eu ame de verdade por perto.
Hoje em dia a vida se resume a estudar, se satisfazer, trabalhar, ganhar e gastar dinheiro, se aborrecer e enfim desistir de tudo. Não quero que a minha vida seja isso. Afinal, nela estão envolvidos muitos outros atributos...
9 de jul. de 2011
Uma parte adormecida

Sabe quando você se encontra com você mesmo? Quando você se olha no espelho e percebe que está se vendo. Sabe quando você vai dormir e ao se deitar perde o sono, o que causa horas de reflexão? Quando você percebe que estava deixando algo escapar... Pois é, esses dias tudo isso aconteceu comigo.
Eu não sou a pessoa mais correta do mundo, também não estou no cargo de mais errada, e eu percebi que nunca poderei me encaixar em nenhum desses cargos.
Conversando comigo mesma no espelho, percebi que posso ser um pouco de cada coisa que quero. E lembrei de quem sou de verdade. E de verdade... Não sou alguém reconhecível. Tudo o que conhecem e chamam de Meiry, não é nada além de mentiras sobre mentiras.
Finalmente eu lembrei de tudo. Tudo que fiz quando estava fora de mim, e tudo que deixei de fazer enquanto eu podia.
Finalmente acordei a parte de mim que estava adormecida por um bom tempo.
Parte esta que não se importa mais, apenas quer viver e ser o que é. Ser quem é. Sem mais satisfações.
E foi nesse momento, enquanto me lembrava de tantas coisas esquecidas, que me tornei mais forte do que sempre, e menos eu do que nunca!
7 de jul. de 2011
Dependência
4 de jul. de 2011
Dias comuns costumam ser diferentes

Eu acordava, tomava banho, tomava café, me arrumava, pegava o material, andava até o ponto de ônibus e fazia sinal pro primeiro que passava. Eu chagava na escola, encontrava meus amigos, ia pro primeiro tempo de aula e resmungava até estar em casa novamente.
Agora eu acordo (às 4:30), sem a mínima vontade de voltar a dormir (pois meu sono foi levado por um pesadelo), tomo banho, tomo café (digo, só café mesmo), passo prancha alisando a franja que vai por cima do meu rosto ao invés de atrás da orelha, ponho o uniforme, vou até o ponto de ônibus, pego o ônibus (atrasada), chego na escola, viro a cara e entro pro primeiro tempo de aula, onde só ouço e copio o dever, até que volto para casa sem nenhuma reclamação sobre todos aqueles números complicados de matemática, ou todos aqueles resumos de geografia.
Eu almoçava, fazia o dever de casa, e ligava o pc pra escrever meu livro e jogar the sims, então depois de 2 horas eu desligava, pegava o livro de inglês e ia pro curso esperando por algo que me fizesse sentir orgulhos de mim mesma.
Agora eu chego em casa, vou pro pc, jogo até dizer "chega" e continuo no pc, até dar a hora de ir pro curso de inglês, onde chego, repito palavras em inglês e volto pra casa.
Eu jantava, escrevia músicas, ouvia músicas, e 9 horas eu subia pra dormir no quarto dos meus pais.
Agora eu chego em casa, janto, vou pro espelho ficar me olhando horas e horas, subo pro meu quarto pra escrever histórias e mais histórias que nunca são terminadas, terminam apenas com uma interrogação e reticências, e finalmente durmo, voltando a acordar com a mesma sensação de medo, no meio da noite, suspirando e me lamentando por ter nascido.
Eu costuma me perguntar: Por que um dia eu terei que morrer?
Agora me pergunto: Por que minha mãe não me abortou?
E o que será que me fez mudar tanto assim, o que será que fez minha rotina mudar tão radicalmente, ao ponto de eu só ter a matéria no caderno pois não tenho com quem, nem do que reclamar nas aulas? O que será que me fez ter dias comuns tão diferentes de antes? O que será que me fez perder o gosto pela vida?
Mundos em colisão

Me sinto total estranha, meu mundo está mudando e não sei se vou conseguir atualizar tão depressa. São coisas novas, pessoas novas, hábitos novos, costumes diferentes... Tudo está fora do comum, minha cama tem ursinhos de pelúcia, eu tenho uma guitarra preta e um all star desbotado, tenho um caderno rosa e acessórios de todos os tipos. Minha vida está uma confusão, e como se já não bastasse os meus dois mundos colidindo, o terceiro reaparece do nada. Acho que já faz muito tempo que não atualizo minha mente, muito tempo que não formato meu coração, meu mundo está de pernas pro ar, e o que mais me dá vontade de fazer é gritar. Em dias de chuva estou bem, em dias de sol estou mal, tudo está diferente de como deveria ser.
No fundo eu só quero uma vida normal, mas não consigo tê-la.
Acho que até hoje a única coisa que não mudou é que minha música é uma música, e acho que isso só vai mudar quando eu morrer, ou, quando a caixinha de música se fechar, o show acabar, a bailarina cansar...
Tento me entender, preciso me entender, mas não importa quantas vezes eu tente isso é sempre em vão. Tento sonha, mas acabo tendo que acordar, e essa é minha maior frustração de todos os dias. Tento viver, mas acabo presa pela própria vida e isso parece pior que qualquer outra coisa...
Só quero ser eu, mas pra isso acontecer, preciso saber quem sou..
First mini-fic (please naun exculaxem!)
Era uma noite como todas as outras. E lá estava ela a caçar a próxima vítima.
Olhou em seus olhos, uma pequena menina que a lembrou de quando era uma criança, e já era assassina.
Pela primeira vez lágrimas caíram pela face, e deixou sua presa. Viva.
Foi embora sem olhar atrás, e resolveu abandonar aquela vida.
Cansou do sangue inocente, cansou de fingir ser gente. Cansou de toda aquela história da humana, que ela não era sempre.
Parou em uma escola, onde estudara quando adolescente,
Sentou de frente à porta com lágrimas correntes.
- O que fazes aqui essa hora bela dama?
Perguntava um homem de fisionomia não muito estranha, um homem bonito o bastante para fascinar sua parte humana.
O céu sem lua, porém estrelado, selou aquela paixão à primeira vista.
E marcou o dia em que aquela mulher reiniciou sua vida.
Ela conseguiu um emprego e na casa dele foi morar.
E na lua cheia seguinte, com aquele homem ela iria se casar.
Ele a dava todo seu amor, a aquecia com seu calor, e a tratava como uma flor,
Porém ela não tinha amor.
Toda noite eles se abraçavam na grama do jardim, para admirar as estrelas,
Mesmo que ela achasse besteira.
Com o passar de uma semana, ela percebeu que estava mais humana.
Então pulou de alegria, já que ser feliz ela podia.
Na noite do casamento, eles subiram uma colina.
- Cuidado com as pedras querida!
Ele cuidava tendo certeza de que ela não cairia.
Então chegando lá em cima, uma cena presenciei...
- Um segredo tenho que te contar...
A mulher dizia.
- E eu também preciso lhe revelar um...
O homem respondia.
- Eu só agora te amo. Pois era uma infeliz vampira.
Ela revela o abraçando.
- Eu sei amada minha. Me desculpe, mas preciso...
E ele uma estaca no coração dela enfiando.
- Lhe tirar a vida.
Ele termina.
O sangue se misturou com suas lágrimas, e a lua selou o assassinato da vampira.
Morta pelo caçador lendário a quem entregou seu coração, sua alma, e sua vida.
Essa foi minha primeira mini-fic, espero que gostem..
Definições

A luz escura do meu quarto não define meu eu, ela não fala, não vê, não ouve, não sente. Está ali apenas para afastar a escuridão, ou quem sabe trazê-la mais pra perto.
A lua nova não aparece, mas ela sim me conhece, uma grande companheira na solidão.
Os dias, as noites, nada pode definir o certo, se o errado não existir. Nada é o que é. Tudo é relativo.
Cada um com seu ponto de vista. Assim é o mundo. Estações mudam, anos passam, mas isso nunca faz diferença. Nada que venha a acontecer não é repetido. Tudo no universo faz parte de um sistema, mesmo que não queira fazer. A rotina. O cotidiano. O dia-a-dia. A rotação e translação. Tudo é uma questão de tempo até que se repita, e se repita de novo, e outras várias vezes.
Até mesmo as palavras sábias perdem sua sabedoria entre o tempo.
E entre o vasto espaço do universo; onde o vácuo é o rei, os astros são os súditos, e nós somos as células e moléculas do grande reino; nada é definido, pois a definição se perde procurando por si mesma na imensidão do infinito.
Caminhos

Minha vida tem tomado um rumo bem diferente do que eu sempre imaginei.
Meus ideais mudaram por vontade própria, e agora eu finalmente posso dizer quem sou. E parece que só agora eu posso dizer o que eu era... A única coisa que não posso afirmar é o que serei.
Antes eu sempre fui a coitadinha que não era conhecida, nem reconhecida, que não sabia ao menos quem era. Que vivia uma mentira, tentando se encontrar, ou ser um pouco feliz. Eu era aquela que não sabia se queria se esconder ou aparecer, aquela que pedia para outro dar a resposta com medo de estar errada. Eu realmente era assim.
Hoje eu sou aquela que sabe o que quer. Aquela que tem um objetivo. Aquela que não se importa se seus amigos são verdadeiros ou falsos, pois a máscara sempre cai. Sou uma garota com ideais. Uma garota que não liga pro bem nem pro mal, apenas para seu ponto de vista, afinal, o mal é apenas um ponto de vista, pois quem esta errado não pensa assim.
Posso mudar, posso voltar a ser a mesma de antes, ou posso ser a mesma que sou hoje; sei que só depende de mim. Sei que só depende de como vou viver. E eu quero viver. Não importa como.
Aos poucos vou entendendo que nada por aqui se entende. Temos apenas que ter objetivos ao invés de sonhos, temos apenas que defender o que amamos, mesmo que com nossa própria vida; temos apenas que prosseguir, não importa como, nem o que precisaremos fazer pra isso... A vida não é pra entender, é pra viver cada momento dela como se fosse o ultimo, e é isso o que eu farei a partir de hoje.
Um novo mundo

"Você não vive para viver, vive para crescer, desenvolver, procriar, dar lucros e morrer"
Eu não me importo mais com o que os outros vão pensar, e até pensam que uso essa desculpa para tentar esquecer meus medos e fraquezas, para esquecer que erro, para esquecer que posso ser criticada e posso estar realmente sendo o lado negativo. Não. Não é por isso que eu não me importo.
Não me importo porque sei que sempre há um lado bom, e um lado mau.
Acho que agora tenho meu próprio mundo, onde eu dou as regras, onde eu digo o que é certo ou errado, onde eu digo se realmente há os dois lados. Acho que não ligo pro que terei de fazer, farei o que posso até o fim. Até o meu fim. Até o fim do meu mundo.
Estou decidida a viver do meu jeito, sem ninguém pra botar defeito ou criticar o que faço. Se eu quero, por que não posso? Eu posso, e sei que posso.
Cada um devia viver do seu jeito, mas ao invés disso, vivem se preocupando com a sociedade. Esse falso sistema que nos "guia", que tenta nos fazer ser o que quer, e que consegue isso. Esse sistema que se diz perfeito. Que parece perfeito. Onde pessoas dizem ser o que não são e ganham pra isso, ou ganham por isso. Onde pessoas fingem gostar de algo do qual nunca ouviram falar, e são consideradas legais por isso, é algo normal fazer o que não quer para ganhar pontos com esse sistema inútil?
Eu me demito desse mundo, me demito do meu trabalho de boa filha, boa amiga, boa menina; me demito dessa MERDA que a sociedade tem se transformado, e se alguém quiser, meu cargo está a venda pelo preço de sua vida.
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