9 de jan. de 2013
A vida pelos olhos da morte
Todos os que estão vivos, desde seu nascimento até seu último fôlego, enfrentam o conhecido "medo do desconhecido" e não há nada mais desconhecido que a própria dona morte. Existem pessoas que ao longo de sua vida encontram coisas ao que se agarrar amenizando assim o medo da "dona da foice", mas ainda sentem o medo da dor, o medo da perda, medo de cair para sempre.
Eu sinto esse medo, o medo de fechar os olhos e nunca mais abri-los, medo de deixar para trás pessoas que me amam e que sofreram a minha perda, porém meu medo não é do desconhecido. Não há sentido ter medo de algo que não se conhece, afinal, não se sabe se aquilo será de fato mal.
Bem ou mal, um dia todos morremos, com ou sem medo precisamos passar por isso para terminar o ciclo. O ciclo da vida. Irônico o ciclo de algo que consideramos bom, terminar em algo que consideramos mal, mas poucas vezes pensamos no assunto. Morremos de várias formas, seja acidente, doença, velhice, causas naturais como AVC, infarto e etc. O que podemos fazer quanto a isso? Nada. Apenas aceitar. Aceitar que nascemos para isso. Tudo tem seu fim. E depois disso?
Já imaginaram se morte e vida fossem duas pessoas? Seriam duas amigas ou duas inimigas?
Bem, o que eu acho que aconteceria se morte e vida fossem dois seres concretos.
Veja a vida, a vida é toda cheia de sonhos cheia de desejos. Ela tropeça as vezes dá com a cara no chão então levanta e sai correndo sem direção outra vez. A vida é uma criança, uma criança comandada por nós.
E a morte? bem a morte é o auge. Imagino a morte não como uma velha caquética, mas sim como uma bela dama. Uma bela dama de preto. Sábia e prepotente, a única que além de nós seria capaz de parar aquela criança que corre e corre e nunca se cansa.A morte é uma mulher tranquila, uma mulher paciente, que sabe esperar seu tempo. Não se precipita e não se tarda, sabe o momento em que encontrará cada um.
Para a vida, assim como para nós, a morte parece algo arrogante. Algo sem escrúpulos. Algo sem amor. Uma pessoa fria. Assustadora.
Enquanto a pobre morte não tem quem olhe por ela, ninguém quer ver seu lado. Ninguém se importa que ela veja a vida como imprudente, como uma criança mimada, como alguém que não admite suas necessidades e principalmente alguém que não entende sua própria existência. A vida pelos olhos da morte não passa de uma criança que julga sem preceitos, pois muitas vezes não sabe ela que o mesmo que a criou é quem determina o tempo em que a bela dama lhe mostrara seu fim.
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