1 de ago. de 2014

Sonhando acordada


As vezes, quando acordo de madrugada após um pesadelo e agarro-me as cobertas enrolando-me o máximo possível para me proteger, não consigo evitar aquele pensamento... Como seria se você estivesse aqui?
Talvez você me puxasse para seus braços, prometendo proteger-me de qualquer monstro enquanto afagasse meu cabelo e sussurrasse em meus ouvidos que tudo ficaria bem. Talvez você contasse alguma história engraçada só para me fazer rir, ou reclamasse em um tom brincalhão sobre todas as horas de sono que tem perdido se preocupando comigo. Quem sabe... Imagino que colocaria um filme qualquer para distrair até que eu me esquecesse completamente de qualquer coisa que pudesse me perturbar a paz, imagino que estaria quase voltando a dormir ao meu lado, mas permaneceria ali com aquela postura séria de quem vai ser cão de guarda enquanto tiver de ser por mais sonolento que seja. Fico pensando em como seriam as batidas desreguladas do seu coração, tão desreguladas que fariam sua própria canção seguindo um ritmo que ninguém jamais teria igual... Eu deitaria com a cabeça em seu peito apenas para ouvir essa canção de ninar... Tranquilizante. Sim, muito tranquilizante. Só de saber que você estaria ali, ao meu lado, com seu coração batendo tão próximo, todos os meus medos se esvairiam para bem longe.
Então eu aperto o travesseiro e percebo que novamente o sono se chega a mim, porém permaneço assim, sonhando acordada, até que meus sonhos tornem-se reais, ou o sono me tome de uma só vez.

8 de abr. de 2014

Sendo eu



Não preciso de permissão, já sou maior de idade. Já decido por mim mesma. E decido ser eu, não importa qual seja a opinião alheia. 

29 de out. de 2013

A lógica do irreal

Me perdi em Wonderland e me achei na terra do nunca. Simples assim, tão lógico quanto uma partida de xadrez entre lhamas africanas usando botas de viet-congues no sul da Austrália. O relógio bateu à meia-noite, mas o som da festa estava muito alto e não pude ouvi-lo, então acabei tropeçando em meus trapos e sendo excomungada da festa antes mesmo de explicar que não roubei ninguém. As pessoas por aqui são até legais as vezes, como por exemplo a família de pássaros que fizeram um ninho aqui na frente, eles vivem cantando... Deviam ser contratados pela broadway. Ok, eu vou tentar fazer sentido quando estiver explicando por que o irreal é sempre mais lógico. Vou tentar mostrar os dois lados da coisa de forma que não confunda sua cabeça e não te faça rir de mim. Talvez eu consiga te ensinar a ver o mundo irreal com os meus olhos, talvez eu crie lentes irrealíticas pra você... Seria um favor sem igual.... Bem, eu vou tentar por na sua mente como as coisas sem sentido são mais lógicas. Como um coelho de cartola, por exemplo, pode fazer mais sentido que um empresário ou um publicitário. Ou como fadinhas e pó mágico podem ser mais úteis que papel com valor ou pedras e minérios lapidados. Mas primeiro, antes de mais tudo e depois de mais nada, quero que feche os olhos... Fechou? Então agora leia o que seu coração lhe envia por cartas a muito tempo. Esqueça o que sua lógica realista diz, esqueça que você é uma pessoa, esqueça seu cérebro por um instante e pense em uma escala universal... O que você é? O que seus problemas são? De que vale papel com valor? Pra que serve aulas de etiqueta?
Hum... Bem, talvez eu não tenha feito muito sentido... Mas quando falamos do universo, da vida e tudo mais, o irreal é sempre mais lógico. Imagine só, se viver como uma insignificante poeira cósmica menor que um átomo e morrer para se juntar ao resquício de um universo submerso em luzes psicodélicas e fumaça radioativa fizesse algum sentido?
Bem, agora se me dão licença, estou indo ver se encontro onde deixei a cartola do meu ornitorrinco falante.
Obrigada pela atenção, até mais!

13 de out. de 2013

Manual de Sobrevivência: fim de amizade

Não é o fim do mundo! Não é o fim do mundo! NÃO É O FIM DO MUNDO!


Enfim, pode não ser para muitos, mas para mim, o fim de uma amizade pode doer mais que o término de um relacionamento. Até porque, namorado a gente encontra em cada esquina, amigos de verdade não. E não importa qual tenha sido o motivo da briga, nada justifica "finalizar" uma amizade de anos. Maaass... Como diz minha professora do curso "shit happens!" (vou pegar esse lema pra mim hihi).
Bem, shit happens e nós ficamos arrasadas(os). Todos choram. A gente fica semanas relembrando cada momento idiota e até os momentos eureca que passamos com nossa(o) amiga(o), imaginando como ela(e) deve estar se divertindo agora com seus novos amigos e como você agora não tem mais ninguém com quem contar...
O.k. Chega disso! Pra começar, se alguém decide simplesmente não ser mais sua(seu) amiga(o), é porque de fato, nunca foram. E se você percebe que nunca foram, não adiante fazer mimimi que um dia um ou outro vai sair falando as verdades e a magia vai acabar. Não vai ter lembranças, nem histórias que faça a amizade durar para sempre. Talvez porque no fundo, as coisas só tenham sido especiais pra um dos lados...
Pois bem, então levante e pegue caneta e papel, e faça um cronograma. Escreva tudo que aconteceu na ordem cronológica.
Pronto?
Agora jogue na gaveta. E libere sua mente dessas lembranças, para histórias mais divertidas.
Não é porque você acha que eram "best friends forever" que tem que se matar se não estiver mais no cargo. E não é porque você não tem mais aquela pessoa pra contar, que tenha sido exclusivamente culpa sua.
Agora que jogou as lembranças na gaveta, vá para... Qualquer lugar!
Exatamente, qualquer lugar! Anywhere! Seja na internet, ou lugares físicos, vá para um lugar onde nunca foi com certa calma.
Nesse lugar, analise com um "olhar de fora" tudo que já aconteceu na sua vida e tente esclarecer para você quem você é. Só assim você vai poder seguir o próximo passo...
Próximo passo: Conheça pessoas novas. Se aproxime de pessoas que já conhece. Se permita fazer amigos que estavam ali mas você nunca percebeu.
Chame seus "colegas" para uma sessão cinema e filtre - baseado em quem você é - as pessoas que você acha que seria bom ter por perto.
Quem disse que colegas não são amigos?
Existe uma fina linha entre esses dois tipos de relacionamento que se chama "permissão". Ou você permite que a pessoa se aproxime e se tornam amigos, ou não, e continuam como apenas "colegas".
O mais importante que você deve saber desde o início: Não compare! Não há nem nunca haverá quem possa substituir seu(sua) antigo(a) amigo(a), então nada de tentar mudar as pessoas ao seu modo pra que elas sejam quem você quer. Aceitar faz parte. Por isso se conhecer é tão importante, pois só se conhecendo pode-se  ter uma pequena ideia do que vai agradar ou não.
Escolhas erradas, todos fazem, o importante é não se deixar levar. Você não está sozinha(o) só porque não tem quem chamar de "melhor amigo(a)".
E caso tudo der errado, lembre-se: Seu corpo tem milhões de células que vivem apenas e exclusivamente por você, e pra elas, você é o mundo!
/parei.

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É isso ;)
E agora, a pergunta que não quer calar?

O que a raposa diz? -q

8 de out. de 2013

Partes de um todo


De ti não quero um todo, pois também um todo sou eu. De um todo como ti quero pedaços para mim. Pequenos pedaços, que possam me relembrar como se monta em partes um todo. Quero apenas as partes mais importantes, apenas os menores pedaços, apenas as pequenas lembranças de nós dois. De você não quero tudo, apenas um pouco. Um pouco de cada coisa que te faz completo. Uma música, uma foto, uma piada, um sorriso. Quero detalhes, e os quero como se fossem paisagens inspiradoras de uma eternidade íntegra. Quero sentimentos cortados, apenas para desenvolvê-los por completo. Quero emoções fortes e despedaçadas, para remontá-las e revivê-las. Quero apenas o bastante para te fazer meu. Não quero o que será seu um dia, quero o que já foi há um tempo. Quero o que for válido não o que for resto. Quero o que for real, e pedaços de sua imaginação. 
Entenda que o quero em pedaços pois também sou um todo, um todo dividido em partes, que quando se unem não podem ser completas... Mesmo que sejam partes de um todo.
Talvez com tantas partes de um todo eu possa entender o sentido de completo.

3 de out. de 2013

572


572 dias.
572 sorrisos.
572 lágrimas.
572 beijos.
572 abraços.
572 problemas.
572 superações.
572 momentos.
572 histórias.
572 amassos.
572 travessuras.
572 verdades.
572 músicas.
572 bocejos.
572 olhares.
572 brigas.
572 longas conversas.
572 escolhas.
572 renúncias.
572 sonhos.
572 fotos.
572 amigos.
572 medos.
572 soluções.
572 piadas.
Nem a metade de engraçadas...
572 despedias.
572 chegadas.
572 emoções.
572 frases. Sendo a maioria pequena e repetida, mas que valem mais que 572 palavras.
Eu te amo, 572 vezes, o infinito.


30 de set. de 2013

Dreamming for free



"Everybody has a secret world inside of them. All of the people of the world, I mean everybody. No matter how dull and boring they are on the outside, inside them they've all got unimaginable, magnificent, wonderful, stupid, amazing worlds. Not just one world. Hundreds of them. Thousands maybe." 
Neil Gaiman.

25 de set. de 2013

O menino que escrevia versos

De que vale ter voz
 se só quando não falo é que me entendem?
 De que vale acordar
 se o que vivo é menos do que o que sonhei? (Versos do menino que fazia versos)


 - Ele escreve versos!
 Apontou o filho, como se entregasse criminoso na esquadra. O médico levantou os
olhos, por cima das lentes, com o esforço de alpinista em topo de montanha.
 - Há antecedentes na família?
 - Desculpe, doutor?
 O médico destrocou-se em tintins. Dona Serafina respondeu que não. O pai da
criança, mecânico de nascença e preguiçoso por destino, nunca espreitara uma página.
Lia motores, interpretava chaparias. Tratava-a bem, nunca lhe batera, mas a doçura mais
requintada que conseguira tinha sido em noite de núpcias:
 - Serafina, você hoje cheira a óleo Castrol.
 Ela hoje até se comove com a comparação: perfume de igual qualidade qual outra
mulher ousa sequer sonhar? Pobres que fossem esses dias, para ela, tinham sido lua-demel. Para ele, não fora senão período de rodagem. O filho fora confeccionado nesses
namoros de unha suja, restos de combustível manchando o lençol. E oleosas confissões
de amor. Tudo corria sem mais, a oficina mal dava para o pão e para a escola do miúdo.
Mas eis que começaram a aparecer, pelos recantos da casa, papéis rabiscados com
versos. O filho confessou, sem pestanejo, a autoria do feito.
 - São meus versos, sim.
 O pai logo sentenciara: havia que tirar o miúdo da escola. Aquilo era coisa de
estudos a mais, perigosos contágios, más companhias. Pois o rapaz, em vez de se lançar
no esfrega-refrega com as meninas, se acabrunhava nas penumbras e, pior ainda,
escrevia versos. O que se passava: mariquice intelectual? Ou carburador entupido,
avarias dessas que a vida do homem se queda em ponto morto?
 Dona Serafina defendeu o filho e os estudos. O pai, conformado, exigiu: então, ele
que fosse examinado.
 - O médico que faça revisão geral, parte mecânica, parte elétrica.
 Queria tudo. Que se afinasse o sangue, calibrasse os pulmões e, sobretudo, lhe
espreitassem o nível do óleo na figadeira. Houvesse que pagar por sobressalentes, não
importava. O que urgia era pôr cobro àquela vergonha familiar.
 Olhos baixos, o médico escutou tudo, sem deixar de escrevinhar num papel. Aviava
já a receita para poupança de tempo. Com enfado, o clínico se dirigiu ao menino:
 - Dói-te alguma coisa?
- Dói-me a vida, doutor.
 O doutor suspendeu a escrita. A resposta, sem dúvida, o surpreendera. Já Dona
Serafina aproveitava o momento: Está a ver, doutor? Está a ver? O médico voltou a
erguer os olhos e a enfrentar o miúdo:
 - E o que fazes quando te assaltam essas dores?
 - O que melhor sei fazer, excelência.
 - E o que é?
 - É sonhar.
 Serafina voltou à carga e desferiu uma chapada na nuca do filho. Não lembrava o
que o pai lhe dissera sobre os sonhos? Que fosse sonhar longe! Mas o filho reagiu:
longe, por quê? Perto, o sonho aleijaria alguém? O pai teria, sim, receio de sonho. E
riu--se, acarinhando o braço da mãe.
 O médico estranhou o miúdo. Custava a crer, visto a idade. Mas o moço, voz tímida,
foi-se anunciando. Que ele, modéstia apartada, inventara sonhos desses que já nem há,
só no antigamente, coisa de bradar à terra. Exemplificaria, para melhor crença. Mas nem
chegou a começar. O doutor o interrompeu:
 - Não tenho tempo, moço, isto aqui não é nenhuma clínica psiquiátrica.
 A mãe, em desespero, pediu clemência. O doutor que desse ao menos uma vista de
olhos pelo caderninho dos versos. A ver se ali catava o motivo de tão grave distúrbio.
Contrafeito, o médico aceitou e guardou o manuscrito na gaveta. A mãe que viesse na
próxima semana. E trouxesse o paciente.

 Na semana seguinte, foram os últimos a ser atendidos. O médico, sisudo,
taciturneou: o miúdo não teria, por acaso, mais versos? O menino não entendeu.
 - Não continuas a escrever?
 - Isto que faço não é escrever, doutor. Estou, sim, a viver. Tenho este pedaço de vida
- disse, apontando um novo caderninho - quase a meio.
 O médico chamou a mãe, à parte. Que aquilo era mais grave do que se poderia
pensar. O menino carecia de internamento urgente.
 - Não temos dinheiro, fungou a mãe entre soluços.
 - Não importa, respondeu o doutor.
 Que ele mesmo assumiria as despesas. E que seria ali mesmo, na sua clínica que o
menino seria sujeito a devido tratamento.


Hoje quem visita o consultório raramente encontra o médico. Manhãs e tardes ele se
senta num recanto do quarto de internamento do menino. Quem passa pode escutar a
voz pausada do filho do mecânico que vai lendo, verso a verso, o seu próprio coração.

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Esse é um dos versos de um livro chamado "O fio das missangas". 
Gostei tanto quando o li, que resolvi copiá-lo aqui. 
Caso queiram ler mais contos desse livro cliquem aqui
Espero que tenham gostado =) 

23 de set. de 2013

Ser

Ser eu.
Ser você.
Ser quem quer que queira
Ser.

Ser humano.
Ser real.
Ser quem faz bem.
Ser quem faz mal.

Ser da natureza.
Ser da mitologia.
Ser egocêntrico.
Ser egoísta.

Ser fatal.
Ser irônico.
Ser do mal.
Ser cômico.

Ser assim.
Ser assado.
Ser como é.
Ser imitado.

Ser falso.
Ser sincero.
Ser romano.
Ser romeno.

Ser pessoa.
Ser animal.
Ser da cidade.
Ser do litoral.

Ser estranho.
Ser normal.
Ser apenas
Ser, e tal...


19 de set. de 2013

Longe Demais

Deixei que coisas em minha vida fossem longe demais. Tristezas, lembranças e mentiras; deixei que coisas negativas me dominassem por certo tempo longe demais. Deixei que um sentimento de inutilidade falasse mais alto, deixei que minha consciência me culpasse por coisas que certamente não fiz por querer. Iludi a mim mesma por tanto tempo que me esqueci por alguns instantes quem eu era ou quem eu queria ser. Deixei-me levar por comentários de pessoas que nunca me entenderam, nem mesmo me conheceram ao todo. Ignorei meus problemas apenas para torná-los bolas de neve. Resolvi deixar pra lá coisas que eu sabia que me magoariam e me perseguiriam por toda minha vida. Construí pontes para lugares que não devia, e castelos em lugares que mal suportavam um casebre. Me senti perdida, me senti morta, me senti uma completa otária em meio a circunstâncias ridiculamente mal entendidas. Fui burra, cegamente permissiva, pensei em todos menos em mim. Deixei que meus medos me tomassem e me mudassem. Então, eu não era mais quem eu queria ser. Eu nunca fui quem eu sempre quis ser. Deixei pessoas persuadirem a mim, não ouvi as poucas pessoas que se importaram. Inventei justificativas sem fundamentos para erros de cálculos que cometi, e histórias que justificassem faltas em minha vida. Deixei que minha estupidez chegasse longe demais, deixei que meus sentimentos negativos fossem longe demais, deixei que a minha cegueira chegasse longe demais. Escondi do mundo quem eu realmente era apenas para não me sentir só. E agora que tudo já chegou tão longe quanto o limite permitiu, quero me esvaziar de mim e começar uma nova vida.
Não quero mais amigos que gostam de minha prestatividade sem saber quem realmente sou, não me esconderei mais atrás de pessoas com menos talento que eu apenas para fazer elas sentirem-se melhores. Todos e tudo deve voltar aos seus lugares. E é nisso que começo a trabalhar agora. Chega de coisas indo longe demais, tudo agora tem que ir até seu ponto limite e não passar dali. É isso que me imponho, essa é minha nova lei. E não importa o que digam, é minha vez de ser feliz.

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18 de set. de 2013

Fênix



Ressurjo das cinzas como uma velha fênix que após chegar aos seus dias mais pesarosos se desfez em chamas. Ressurjo para um novo dia, para uma nova vida, para novas histórias. Ressurjo de onde esperavam que saíssem os cantos mais fúnebres, com cânticos alegres e uma nova perspectiva. Sim, sou uma nova criatura. Curada pelo fogo que me destruiu, saída das cinzas que um dia era eu. E agora, cá estou eu voando novamente, sem medo de me incendiar e apenas me permitindo ser tão bela quanto a natureza me permite. Pronta para cair e me machucar novamente, porém desta vez sabendo que meu corpo não me pertence, sou apenas uma extensão da natureza e quando morrer de vez, finalmente serei livre e eterna em minha própria forma; pois que venham as pedras, as armadilhas e os inimigos, darei-lhes as boas-vindas em minha nova vida e acenarei para que tomem seus distintos lugares e me assistam mais uma vez, e agradecerei a eles ao fim de meu voo, afinal se estou aqui em parte eles tem mérito. Ressurjo mais uma vez, e desta vez, juro que não deixarei mais o mundo girar sem mim.


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Momento filosófico =D
Resumindo, voltei cambada! 

2 de set. de 2013

Comendo até o fim do mundo



Pois bem, por motivos pessoais a Meiry (A dona do blog) não postará nem tão cedo... Então, cá estou eu, saindo um pouco dos textos reflexivos para falar de... Comida!
Nada melhor que os pequenos prazeres da vida como comer e dormir não é?

Pra uma pessoa que mora sozinha e nem sempre tem muito tempo disponível pra ir às compras (de doritos e coca-cola), ou cozinhar algo decente (arroz, feijão e essas coisas que nossos pais nos obrigam a comer, tipo brócolis), é muito difícil achar algo pra comer em noites frias. Principalmente quando se acabou de chegar de um dia cheio na rua.
Então pra essas pessoas, que assim como eu, sofrem por causa de comida, vou postar hoje uma receita que tem salvado minha vida nas noites mais frias e nas tardes mais entediantes!

Bolo de caneca. Você já ouviu falar? (se não, se joga de um penhasco, cara!) É, como diria minha mãe, uma mão na roda! (nunca entendi isso...) Bolo de caneca é nada mais que um bolo em uma caneca! Simples assim. Não vá fazer um bolo de tabuleiro, cortar e por na caneca, hein! Pelo amor! A receita fica pronta em poucos minutos, se você tiver microondas...

Lá vai.

Ingredientes:
- Uma gema
- Duas colheres de achocolatado
- Duas colheres(sopa) de leite.
- Seis colheres(sopa) de leite condensado.
- Cinco colheres(sopa) de farinha de trigo (peneirada)
- Uma colher(chá) de margarina
- A clara de um ovo batida em neve.
- Uma colherzinha de fermento.

Modo de preparo:
Misture tudo, coloque em uma caneca e leve ao microondas por 3 minutos (temperatura máx.)

A decoração fica a seu gosto. Eu costumo fazer carinhas de acordo com meu humor usando M&Ms!


29 de ago. de 2013

Um na multidão


Lindos olhos. Lindos olhos me fitando. Olhos sorridentes, de um brilho intenso e real. Olhos como estrelas negras em um céu pálido. Olhos tão lindos quanto a voz. Voz bela e profunda. Voz que adentra os ouvidos e alegra o ser por onde quer que passe. Voz contente, contagiante, e calma. Voz sábia, que só se ergue em tom audível para dizer o que entende. Voz tão feliz quanto o sorriso. Sorriso que conforta, sorriso que consola, sorriso que acima de tudo, faz sorrir. Sorriso que comove, que move e deixa-se conter. Faz seu caminho silencioso até os olhos de quem vê. Às vezes se torna insano, mesmo sem saber. Sorriso que é moldura para um rosto que se recusa a sorrir e sorri sem perceber. Rosto delicado e forte. Rosto tão familiar e tão desconhecido... Rosto indiferente, sorridente e as vezes frio. Rosto cansado e resistente. Rosto normal, porém diferente. Rosto que sempre vejo, e que nem sempre me vê. Rosto que sumirá assim como apareceu, mas que dificilmente será esquecido como todos os outros pelos quais passo sem nem perceber...


23 de ago. de 2013

Reflexos


Já parou para se olhar no espelho? Quantas vezes por dia faz isso? Se espera que eu pergunte o que você vê espero não estar arruinando sua expectativa, mas não é essa a questão.
Espelhos são objetos que podem ser muito úteis. Em todos os sentidos. Eles refletem fielmente o que lhes é imposto. mostram-nos exatamente como estamos e como somos, então, nos deixa escolher se mudaremos algo ou não. Espelhos nos mostram reflexos de formas, cores e tudo quanto é possível que nossos olhos vejam. Mas eles não podem nos refletir por completo, afinal, há coisas que os olhos não enxergam. Para isso existem as pessoas que julgamos "inconvenientes". Aquelas chatas que cuidam da nossa vida o tempo inteiro e sempre estão dando opinião. Essas pessoas são nossos espelhos ambulantes. Que andam conosco e podem refletir exatamente o que causamos às pessoas, logo, se você é alguém chato há a possibilidade de achar todos chatos. Não só por serem seu espelho, mas também por você ser o espelho de todos.

Espelhos nos mostram o exterior de nós mesmos, pessoas nos mostram o reflexo de nossas ações, contudo, não há o que nos possa mostrar como somos por dentro. Seria bom, talvez, se pudéssemos virar os olhos para dentro de nós mesmos. Talvez assim enxergássemos nossa verdadeira essência. E se eu te perguntasse agora, como você é? E se alguém te perguntasse "Quem é você?" Para muitos é uma resposta fácil de responder, basta um nome e referencias. Mas eu te pergunto; quem realmente é você? Consegue me dizer em detalhes?
Uma menina chamada Anne, há alguns anos atrás, pôs em letras o que todos sentem. Como se nunca pudesse ser quem realmente é.
E eu te pergunto mais uma vez, quem realmente é você?
Há quem diga que somos quem queremos ser, que somos quem a nossa sociedade nos faz, ou até que somos quem o destino nos obriga a ser.
E eu apenas te pergunto, quem realmente é você?
Talvez seja normal achar muitas respostas, ao menos duas ou três. Alguém achou uma única forma para sua essência?
Talvez, o nosso amigo espelho e nossos amigos companheiros de passagem por essa estrada que chamamos de vida, nos possam ajudar. Ponha-se entre dos espelhos e veja quantos de você estão aí dentro, depois, basta apenas dar a eles espaço o bastante para que seus amigos comprovem tal existência.

Termino este post dizendo que Pessoas complexas têm Mentes complexas, e não há se quer uma pessoa que tenha sido criada para não ser assim.

21 de ago. de 2013

Time and Place


"Talvez ela apenas esteja perdida... Entre o espaço e o tempo, entre duas dimensões. Deixe-a em paz, e ela voltará para casa. Deixe-a pensar e ela alcançará a realização."


16 de ago. de 2013

Aceitação


É difícil encontrar alguém igual; igual a você, aos seus padrões, suas normalidades e anomalias, sua realidade. Poderia dizer até mesmo que é impossível. O normal é encontrar pessoas estranhas, pessoas que apenas julgam você por ser diferente do que chamam de "padrão real". Pessoas de outras culturas, com outros pensamentos e outros desejos, outros pontos de vistas. Algumas morrem por seus ideais, outras matam. Há pessoas de todos os tamanhos para todas as formas, pessoas inteligentes por esforço e também os ignorantes por escolha, pessoas felizes por oportunidade e as deprimidas por vontade própria, existem as que são simples assim e as complicadas "daquele jeito"! Tem pessoa que gosta de comer banana com comida e tem pessoa que acha nojento. Tem aqueles que gostam de preto e outros que atacam o preto dizendo que é a cor do mal. Muitas pessoas morrem dia após dia apenas por não terem nascido no "lugar certo". Pessoas fazem guerras em busca de paz, e protestos em busca de realização interior, sem ao menos perceber o quanto estão sendo injustas muitas vezes até consigo mesmas. É difícil encontrar alguém que lhe entenda e por isso as pessoas brigam e se distanciam. É improvável achar alguém que lhe faça sentir como quer se sentir e talvez seja por isso que as pessoas se sentem tão só. É difícil achar um amigo, uma amiga, que lhe diga sempre o certo a dizer. O que você quer ouvir. O que você quer que lhe digam. Ninguém é telepata. É complicado atender aos desejos mais escondidos de cada uma das pessoas que lhe cercam quando na verdade você também tem seus próprios desejos.
Aceitação. É apenas isso que torna tudo muito difícil, assim como poderia tornar tudo muito simples. Ninguém é perfeito e cada um tem sua própria realidade assim como sua própria fantasia. Até hoje só encontrei uma pessoa que conseguira se adaptar em cada realidade e fantasia proposta, com êxito, e mesmo assim, não é por isso que esta não precisa de aceitação. Todos precisamos, mas nenhum de nós dá o braço a torcer, afinal, é mais fácil ser aceito que aceitar.
Agora pense um pouquinho só, imagine se você é uma pobre menina órfã que perdeu os pais por sua crença e agora está prestes a perder sua própria vida... Não gostaria que o homem com o fuzil na mão, ou o que seja que vai tirar-lhe a vida, pensasse só um pouco em aceitar ao invés de ser aceito? Uma coisa é fato, essa história - que realmente se repete muitas vezes dia após dia - não é muito diferente de questões do dia a dia, onde você é o homem e a pobre menina ao mesmo tempo e está em diferentes situações. Alguns vão atirar em você, mas o que você fará?


12 de ago. de 2013

Desafio das 20 Invenções

Estou lançando hoje o D2I (Desafio 20 Invenções).
O desafio é concluir uma série de tarefas (chamadas de Quests) que são impostas. Cada tarefa deve ser concluída com a própria criatividade, ou seja, tudo é válido desde que tudo venha de você e ninguém mais. 
Quem se interessar é só pegar lá > Desafio
E postar em seu blog... E claro, cumprir as tarefas =)
Boa sorte aos interessados!

Que venham as ideias!


Desde o começo do ano estou em um curso de literatura estrangeira. Já aprendi sobre tantos autores e tantos livros que se eu fizesse uma resenha sobre cada o blog viraria literário! A cada aula que passa me sinto uma pessoa diferente, mais motivada, mais inteligente, menos mesquinha, menos imatura e mais criativa. Talvez seja estranho, talvez não faça sentido, mas foi num dia desses, numa dessas terças e quintas que cheguei em casa decidida; vou escrever um livro, foi o que eu disse. Há quem diga que escrever não vale a pena, ou que ninguém mais perde tempo lendo um livro de historinhas fantásticas; enfim, quem se importa com o que dizem não é mesmo?
Procurando nos meus HDs virtuais da vida achei um antigo projeto de livro meu e sinto que foi a primeira vez que vi algo que eu fiz e achei interessante... Então retornei a escrevê-lo.
Acredito que o maior problema dos escritores são os picos. Picos de criatividade, são eles quem decidem o que, como e quando vamos escrever. Sem criatividade não dá pra escrever algo que possamos considerar bom. Então temos que esperar um pico de criatividade para descobrir finalmente sobre o que escreveremos. Depois disso ainda precisamos conciliar a criatividade com a atualidade, outro problema talvez... De qualquer forma, que venham as ideias! Sejam boas ou ruins, sejam brutas ou lapidadas, sejam inteligentes ou idiotas, eu só quero as ideias. Que elas venham e encham minha mente e demorem para ir embora nem muito nem pouco, mas o suficiente. Que venham as ideias e os picos, pois se tem algo que eu quero fazer e vou fazer é escrever. Nem que seja a ultima coisa na vida, que venham as ideias!

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5 de ago. de 2013

Conhecendo o Blog - T.A.G

Peguei essa T.A.G no blog da Hadassa, Vivendo entre Aspas.

- Indicar 10 blogs para responder as 11 perguntas
- Os blogs devem ter poucos membros pois ajuda na divulgação.

1. Como escolheu o nome do blog?
Eu tava escutando uma musica da Florence e gostei da frase =)

2. Há quanto tempo se dedica ao blog?
Depende do sentido de se dedicar haha' posso dizer que desde o final do ano passado.

3. Já teve algum problema com comentários anônimos no blog, o que?
Não, ainda não Thanks God.

4. Pretende mudar algo no blog em 2013?
Já mudei tudo! haha

5. Já ficou sem inspiração para postar? Como superou isso?
Muitas vezes! Arrumei quem me ajude a ter ideias rs.

6. O que gosta de fazer quando está no computador?
Jogar, ler, ouvir musica, escrever e por aí vai...

7. Quantos livros você lê por mês?
Minha média ta aumentando de 1 para 2.

8. Quantos blogs visita todos os dias?
Depende do dia. Visito de 3 a 5 mais ou menos.

9. Qual blog visita todos os dias?
I simply e Traveller

10.  Há quanto tempo você está na blogosfera?
uns 3 anos...

11. Você se inspira em outro blog? Qual?
Muitas vezes no I simply da minha amiga Paty *-* Na verdade foi graças a ela que comecei a escrever e criei um blog. =)

Desculpem por não indicar blogs, mas quem quiser é só pegar =)

Desespero por reconhecimento


Quem não tem ou nunca teve medo de ser esquecido? De ser colocado de lado, de não ser reconhecido, de não ter significado nada durante uma vida inteira?
Medo de falhar, medo de estar em um segundo plano eterno, medo de não se destacar nunca e medo que ninguém perceba suas capacidades... Todos tem esses medos. Fazem parte da vida. Mas conforme o tempo passa o medo evolui, e de repente, surge um monstro chamado "desespero". Esse monstro que nunca foi retratado em contos de fadas faz parte da nossa vida quase-adulta e também da de muitos adultos e alguns mais velhos. Ao longo da vida existem muitos tipos de monstros diferentes e Desespero é apenas o nome de uma espécie. Essa espécie de monstro de desenvolve de formas diferentes. Existem as evoluções que se transformam em desespero por dinheiro, outras são desespero por amor, e existe aquela evolução que pode ser considerada uma das piores... O desespero por reconhecimento. Esse monstro é tão cruel e perseguidor... Tão silencioso que mal percebemos sua chegada.
Não queremos ser esquecidos, não queremos ser apagados da história, nem ser "lembrados" como apenas mais uma pessoa no mundo, que estava aqui até tão ainda agora e já não está mais. Todos queremos fazer algo especial, algo que possa nos marcar na história. Assim como William Shakespeare, Albert Einstein, ou Batman, queremos ser lembrados e relembrados ao longo da história. Queremos ser reconhecidos por nossas qualidades e talentos, não só por nossas falhas.  E assim nasce o desespero, ele nos mostro dia após dia como somos inúteis e como somos pequenos se comparados ao mundo, universo e tudo mais... São tantas pessoas iguais ou melhores que nós, tantos que ainda que melhores que nós acabam caindo no esquecimento. O desespero cresce junto conosco, conforme o tempo passa ele faz questão de nos mostrar que estamos ainda mais perto da morte e nada fizemos ainda que nos marcasse. Enfim, e no final? Quando tudo estiver acabado? Quem se lembrará se quer do planeta Terra quando tudo se for? Ao ouvir essas perguntas algumas pessoas se desesperam ainda mais, enquanto outras apenas param e pensam se realmente vale a pena ouvir ao desespero por reconhecimento ou se valeria mais apenas tentar ser feliz.
Você, qual das duas reações te domina mais rapidamente?

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